sábado, 3 de novembro de 2007

Barebacking: Vai uma AIDS aí?


Você sabe o que é barebacking? Não? Eu também não sabia até ler o post do Buldozer...

Traduzindo literalmente, cavalgada sem sela; na gíria, sexo sem camisinha. No Brasil , a finalidade da prática é a busca do sexo livre, mas há quem possua o mesmo objetivo dos barebackers norte-americanos, os inventores da "modalidade": contrair o vírus da aids. Sim, querem se infectar. Ou você acha que já viu de tudo no mundo?

Os barebackers (praticantes do barebacking) se reúnem em grupos que cultuam a prática do sexo sem camisinha como se fosse uma religiăo. A questăo da transmissão da AIDS é tratada de forma clara e objetiva. Eles afirmam que um adulto tem o direito e a obrigaçăo de fazer suas escolhas e de arcar com as conseqüências delas.

Admitem que o barebacking é uma forma em potencial de transmissão do vírus, mas assumem a responsabilidade do contágio. Para eles a vida é curta demais para ser desperdiçada ou mal aproveitada . Na verdade a transmissăo da AIDS é o foco central em que se estrutura a ideologia do barebacking.

Há também outros argumentos que fogem à compreensão, como a excitação diante do risco. As bare parties são orgias onde soropositivos e soronegativos transam sem camisinha e o prazer está em passar e contrair o vírus, chamado de "o presente".( e que presente, hein?) Este é o tema do filme The Gift (Louise Hoghart, Eua - 2002).

Na Europa, o nome comum para essas festas é Russian Roulette Party (Festa da Roleta Russa). Apenas o anfitrião sabe quem é soropositivo e a graça está em sair de lá com a dúvida se foi "o presenteado" ou não. No início do ano, Caio Blat protagonizou a peça Mordendo os lábios, de Hamilton Vaz Pereira, onde a bare party era chamada de Malebouge.
Fonte: Guia da semana e Wikipedia in english

E você, anda se cuidando?



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